domingo, 25 de dezembro de 2011

DECISÕES FATAIS: Invasões da Polônia e Rússia Soviética

Ein Anderer Hitler por Hermann Giesler

DECISÕES FATAIS:
Invasões da Polônia e Rússia Soviética
Tradução do Alemão para o Inglês e Comentários por Carolyn Yeager e Wilhelm Mann
 Do livro Ein Anderer Hitler, Druffel Verlag, Leoni am Starnberger,6ª edição 1982.
Copyright 2010 Carolyn Yeager
Introdução dos tradutores: Após a tentativa de assassinato de 20 de Julho de 1944, e a enorme atenção dada à investigação e inevitáveis prisões e julgamentos dos conspiradores-traidores, era natural que houvesse um período de reflexão. Durante o outono, H. Giesler continuou a se encontrar com Hitler, quando o tempo o permitia, a fim de trabalhar com os planos de construção das cidades que eram tão queridas para o líder alemão. Como sempre, Hitler confiava a ele muitos de seus pensamentos, conclusões e preocupações com a guerra e a razão por trás de suas decisões. O relato de Giesler segue abaixo sem comentários , mas nós adicionamos alguns textos e fotos para ilustrar o “background”  e o contexto do que fora discutido.

O pacto de Hitler com Stalin
Os temas de minhas conversas com Hitler à noite no outono de 1944 resumiam-se basicamente no meu papel de construtor de cidades. O envolvimento com estes assuntos ajudava Hitler a relaxar e, ao mesmo tempo, dava a ele oportunidade para determinar a futura forma destas cidades de um ponto de observação único.  Suas interpretações, ideias e sugestões eram significantes e foram integradas no meu planejamento.
Contudo, estas conversas noturnas não estavam sempre confinadas a assuntos técnicos de arquitetura e construção. Às vezes, estes temas eram colocados de lado por outros acontecimentos graves, políticos e militares. Uma “Lage” (reunião de planejamento militar) podia também levar Hitler a reações e reflexões expressas com muita sinceridade, assim me tornando seu confidente.
Em uma noite, ele conversara sobre o começo da guerra, indicando quais pensamentos o tinham levado em Agosto de 39 para o pacto com Stalin. Ele queria evitar o possível cerco da Alemanha, e via o acordo com a última chance de, pacificamente, resolver os problemas do Corredor e de Dantzig (1).
Por anos, disse ele, ele vinha tentando bastante convencer a Polônia a respeito de uma União Europeia. Fazia muito sentido que a Polônia devesse participar em muro de defesa contra o bolchevismo. Todas as divisões polonesas, continuou ele, significaria fortalecer o poder militar contra não somente um possível, mas já significantemente óbvio ataque do bolchevismo contra a Europa. Mas as pessoas responsáveis por Tratado de Versalhes foram capazes de magistralmente colocar uma cunha quase invencível entre a Alemanha e a Polônia – a Cidade de Dantzig e o Corredor!” Que a Polônia teria que ter um acesso livre para o Mar Báltico era para Hitler evidente. Ele, portanto, tentou obter um acordo nesta linha, e acabar com a tensão negativa que havia entre as duas nações. Não era de nosso interesse compartilhar fronteiras com a Rússia Soviética – e quando ele assinou um acordo com Marechal  (Josef) Pilsudski, ele viu algum valor nisso.
Marechal Jozef Pilsudski, mostrado aqui em 1930 , cinco anos antes de sua morte, tinha a visão de uma Polônia Heroica. Ele insistia não somente na independência polonesa, mas que a Polônia deveria ser reconhecida em igual nível ao das Grandes Potências, como o estado líder que representava a Europa Oriental. De 1914 a 1939, suas ideias foram a influência definitiva no desenvolvimento da Polônia, mesmo que Pilsudski fosse de descendência lituana.
Pilsudski viu a 1ª Guerra Mundial como uma oportunidade de ganhar território para uma nova República Polonesa. Em 1917, ele trocou seu apoio para a Alemanha para passar a apoiar as forças aliadas, exigindo um exército nacional polonês completamente independente e corte de todos os laços que fazia a Polônia dependente dos Poder Centrais.
Os poloneses ficaram extasiados com a rendição da Alemanha e no processo de paz, suas demandas eram exorbitantes. Ao passo que eles não conseguiram tudo o que pediram, ele ganharam mais do que tinham direito, tornando improvável uma paz duradora entre as áreas de fronteira de Alemanha e Polônia. Entre 1918 e 1924, a opressão polonesa da etnia dos alemães que viviam na antiga Prússia Ocidental, levou 400.000 deles para a decisão extrema de deixar seus lares e cruzarem a nova fronteira mais ao oeste para uma Alemanha agora menor. Ao mesmo tempo, a nova República Polonesa ficou a deriva sob seus governos democráticos, sem progresso econômico. Em maio de 1926, Pilsudski, de mentalidade mais autoritária, liderou um golpe de governo contra o regime existente e após uma rápida guerra civil, tomou controle, sem , contudo, ter um apoio popular grande.
Com o desejo de manter a independência da Polônia, Pilsudski assinou um Pacto Soviete-Polonês de Não Agressão em 1932 e um Pacto Polonês-Germânico de Não Agressão em Janeiro de 1934 com Adolf Hitler. Hitler queria uma aliança polonês-germânica contra a União Soviética , mas Pilsudski declinou, preferindo estar preparado para uma guerra potencial com a Alemanha ou com a União Soviética, e ainda mantido viva a amizade com França e Inglaterra como apoio. Contudo, ele avisou que a porta sempre estaria aberta para conversações com Alemanha, que os seus sucessores apontados (Beck, Ridz-Smigly) não seguiram.
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Mas as declarações de Pilsudski para seu povo sucumbiram frente as promessas e agitação chauvinista dos Aliados. Até Março de 1939, Hitler esperava chegar a um acordo com a Polônia ou até mesmo assinar um pacto de amizade, mas a Declaração de Garantia de Chamberlain considerava isso como sem esperança. A Polônia estava no campo do Ocidente. Ele (Hitler) via um acordo com a Rússia como a única chance de evitar o cerco pelas Potências Ocidentais.
Os diplomatas ingleses já tinham tentado fortalecer esse cerco, tentando ter o apoio da Russia. Hitler estava ciente que os problemas poloneses, agora já uma ameaça aberta, não poderiam ser resolvidos sem a Rússia. Contudo, ele tentou uma vez mais chegar a uma solução razoável. Sua oferta para o governo polonês não era apenas magnânima, mas chegava ao limite que a Alemanha poderia suportar. Apenas ele poderia fazer tal oferta, desejando a paz com honestidade no coração, adversa aos interesses legítimos do povo alemão.
Contudo, os poloneses agitaram os fazedores de guerra e persistiram com as injustiças do acordo de Versalhes. Eles sentiram protegidos pela insensata Declaração de Garantia da Inglaterra e França. Hoje, Hitler está convencido de que Stalin está fazendo um diabólico jogo duplo – costurando um tratado conosco e ao mesmo tempo piscando os olhos para as Potências Ocidentais.

Por que o consenso falhou
Nosso tratato com Stalin não motivou os poloneses a ceder a um acordo pacífico do problema de Dantzig e do Corredor. Além disso, devido às contínuas provocações e perseguições das minorias alemãs por parte da Polônia em consequência dos ditames de Versalhes, a guerra ora inevitável não poderia ter sido restringida pelo acordo russo-alemão.
Já naquele tempo, ele sentia as correntes de reações como reais – não somente as conexões militares, como também as diplomáticas e as da igreja. Mas ele não percebeu até que ponto a vilania daquela ralé da população alemã pudesse ser capaz. A intenção do comportamento malicioso, combinada com a tolice e total juízo errôneo da situação mundial na época, apareceria mais tarde – revelada pela tentativa de assassinato.
Até o último grande desprezo da proposta pela liderança polonesa no final de agosto de 1939, ele não poderia imaginar que eles deixariam chegar a uma guerra. Deliberações mais sóbrias teriam levado os poloneses para as seguintes conclusões:
1) A reinvindicação alemã por Dantzig é justa, pois ela é uma cidade alemã.
2) O acordo para a questão do Corredor é necessário e o pedido de um plebiscito é correto.
3) A oferta do plebiscito para um acordo final e pacífico representa o limite máximo do que pode ser esperado da Alemanha.
4) Após a assinatura do tratado russo-alemão, não haveria esperança para a situação militar da Polônia.
5) A Declaração de Apoio da Inglaterra não mudaria nada, nem o faria qualquer garantia adicional de Inglaterra e França. Ficando entre as duas grandes potências, Alemanha e Rússia, Polônia seria esmagada em poucas semanas.
Algo mais fez a Polônia deixar estes fatos de lado e a encorajou a permanecer na sua atitude. Ou uma perfídia dos ingleses, que tenha feito os poloneses a se arriscar a uma guerra, ou uma segurança inglesa de um colapso no regime: a remoção da ameaça de guerra por um pequeno círculo dentro da Alemanha, seguido de um golpe.
Várias suposições poderiam explicar o seguinte –
O reacionário (Alemão) : “Se vocês permanecerem duros, vamos nos livrar dele.”
O Inglês:        “Isto é como acabamos com a Alemanha e os nazistas, usamos os polonês.”
E os poloneses:       “Sim, se é assim, em algumas semanas estaremos em Berlim.”
Quando Inglaterra e França declararam guerra em Setembro de 1939, não era a Polônia que as preocupavam. A Declaração de Garantia deu a elas a meta que elas almejavam:
Uma guerra entre as nações europeias, que encaixa exatamente com a profecia de Lenin. Como a guerra com a Polônia era inevitável, Stalin a usou para limpar a fronteira ocidental soviético – após termos conquistado a Polônia, Stalin sem esforço acabou com o resto e depois liquidou mais de 10.000 oficiais e líderes na floresta de Katyn.

A escolha do momento e a tática Russo-Soviética

Os relatórios da brutalidade polonesa contra as minorias alemãs no Corredor e nas áreas fronteiriças tinham chateado muito a Hitler. Um pouco antes e um pouco depois do começo das batalhas, as pessoas eram reunidas e espancadas até a morte. Mais minorias alemãs (Volksdeutsche) eram espancadas e torturadas até morrerem do que os soldados alemães que morreram durante as lutas regulares. Isto acabou influenciando sua atitude em relação aos poloneses.
Hitler então conversou novamente sobre o acordo russo-germânico. Esse tratado protegia nossas costas; seríamos capazes de ganhar tempo. Mas Stalin, também, precisava ganhar tempo quando ele assinou o pacto conosco. Pela sua Declaração de Garantia, a Inglaterra tornou impossível todo acordo racional de paz e queria a guerra. Stalin, também, buscou a guerra sem estar envolvido logo no começo. Perturbação dentro da Europa e a fraqueza da Alemanha era o que queria – e pelas suas jogadas de xadrez, via-se que ele nos queria por demais envolvidos na guerra e Russia obteria a vantagem.
Esses eram os velhos czaristas, agora de Lenin-Stalin, os objetivos políticos: pela partição da Polônia, os sovietes fincariam o pé no Ocidente. Enquanto nós estávamos com nossas forças no Oeste, eles anexaram os estados bálticos, ocuparam a Bessarábia e o Bukovina do Norte (ao nordeste da Romênia); eles não tinham escrúpulos, eles tornaram esferas de interesse em anexações.
Após a campanha francesa, Stalin certo pensou que nós iríamos contra a Rússia. Stalin ficou esperando, o tempo estava a favor dele, e esse “tempo” era o gigante continente Russo-Asiático. Nós não tínhamos nada- nem o tempo e nem o espaço. E ambos estão decisivamente interconectados.
Stalin – não, Rússia desde Pedro o Grande! – queria ainda mais território. Ela quer os países dos Balcãs (Península dos Balcãs, onde ficam Albânia, Bulgária, Grécia, Croácia, etc.). Rússia quer a Bulgária como “esfera de interesse” – e daria a ela o acesso ao Mar Egeu. Ela quer bases nos Dardanelos (estreito no noroeste da Turquia, ligando o Mar Egeu ao Mar de Mármara).
As demandas de Stalin agora eram da Finlândia ao Mar Egeu, como base para a revolução mundial bolchevique – ou era esses os objetivos do velho imperialismo russo com  Pedro o Grande? Se Hitler tivesse concordado com o que Molotov tinha pedido em nome de Stalin, ele teria traído a própria Europa.

O futuro político da Europa
O destino do Ocidente (Abendland) estava em jogo – Spengler tinha profetizado nos anos 20 a sua desintegração e delínio  (no seu livro O Declínio do Ocidente). Ele (Hitler) considerava sua tarefa conquistar o povo alemão, e oe europeus para uma forte revolução social. Ele planejava arruinar o desejo de Lenin e de seus sucessores de bolchevizar a Europa com apoio da Ásia. Ele queria evitar que o Ocidente afundasse diante dos vários tipos de Marxismo. Uma reconstrução social somente poderia acontecer com a estrutura de uma nação forte, a união das pessoas e não através do marxismo internacional que divide e incita à luta das classes sociais. Um socialismo baseado no Marxismo divide a nação completamente, pois ela destrói a única e possível via para o pensamento social.
Nós temos visto onde esta divisão leva: do apequenhamento dos sociais democratas, Independentes e todo o caminho livre para os Comunistas. Mas exatamente o mesmo se aplica aos erros do Liberalismo. Ambos não podem ser a expressão do nosso século; seria um relapso pior do que durante o domínio dos Bourbons. Somente a síntese de uma nação e do socialismo quer dizer algo para nós e para nosso século.

Stalin de Grã-Bretanha desestabilizam os Balcãs.
Adolf Hitler continuava a falar. Ele dizia: Por detrás das duras e frias demandas de Stalin, expressas por Molotov durante sua visita a Berlim em novembro de 1940, estava uma óbvia ameça militar cada vez maior para nossa fronteira oriental – a fronteira oriental da Europa. No começo, 150 divisões russas encararam um pequeno grupo de forças alemãs. Os exércitos de Stalin poderiam cortar-nos a qualquer momento de todos os materiais necessários para continuar com a guerra. Por isso, ele estava em situação favorável para esperar,rearmar e negociar com as Potências Ocidentais.”
Tivéssemos estado muito mais envolvidos em uma gerra com a Inglaterra, o preço de Stalin seria muito mais alto – um preço que Hitler não queria pagar. Era diferente com os Aliados – qualquer preço, que o resto da Europa teria que pagar – teria sido aceito pelos gangsters ocidentais. Nas suas cegueiras, eles reconheciam apenas um objetivo: a destruição da Alemanha – a França com as ideia de Richelieu, os britânicos com a política do equilíbrio de poder, os demais com o ódio sem sentido!
Quando não atacamos a Inglaterra – porque o bom senso e a responsabilidade europeia nos proibia – Stalin começou a tentar a dissolver os países dos Balcãs. Ele tentou incitar um golpe de estado que iria levar a uma situação caótica na Romênia; as condições o favoreciam, porque a Itália colocava os Balcãs em inquietação. Novas áreas de guerra deveriam ser desenvolvidas para dividir nossas forças.
Quando (Hitler) tentou bastante conquistar os Balcãs para uma Europa comum – ou pelo menos para acalmar e neutralizar – os italianos atacaram a Grécia sem nos informar. Uma aventura sem sentido! Ele confrontou esta loucura quando chegou a Florença após as desapontadoras reuniões em Hendaye e Montoire.
Os italianos não podiam nem mesmo sustentar sua própria Cirenaica! O ataque a Grécia não teve sucesso não por causa do tempo desfavorável, e sim por causa da corajosa defesa dos gregos. Naturalmente, tem que se considerar que o ataque italiano foi iniciado devido ao menosprezo e quebra da neutralidade por parte da Grécia.
Uma típica infâmia inglesa vigiava tudo por detrás: para expandir a guerra, para criar um novo palco de guerra e tirar a atenção do império da ilha, a Inglaterra desembarcou tropas em Creta e , ao mesmo tempo, no território grego – quase 70.000 soldados  da suas unidades de elite.
A princípio, ele (Hitler) pensou que a decisão de Mussolini de atacar Grécia tinha suas origens nas reminiscências do Império Romano, mas hoje ele entende que havia intenções do astuto Ciano. Ele nunca confiou nele e está convencido de que a decisão fatal feita pelo Duce foi influenciada pelo seu ardiloso nepotista. Ele agora deve temer que a Iugoslávia, pressionada por Inglaterra e Rússia, ira desempenhar o papel que Tchecoslováquia uma vez teve. Ele agora está aliviado por ter sido capaz de assinar um tratado na primavera de 1941, esperando que poderia proteger seu flanco setentrional.
Acabou ocorrendo diferente- alguns dias depois, ocorreu o golpe em Belgrado. Aí de novo, embora disfarçado, o esforço combinado da liderança russa e inglesa ajudaram nesta revolta. O governo iugoslavo fora derrubado e suas forças mobilizadas contra a Alemanha.
Como fora necessário em 1940 proteger nosso flanco setentrional até o Cabo Norte (Noruega), por razões de matéria-prima, ele agora tinha que assegurar o flanco meridional, contra suas intenções, pela mesma razão. Os Balcãs tornaram um novo teatro de guerra para nós – uma nova frente emergirá. Tropas e forças estavam engajadas; mortes de homens e perda de material ocorriam; valioso – sim , tempo muito decisivo – tinha passado. Nós iríamos sentir isso amargamente.
Neste ínterim, começara a prontidão ameaçadora das divisões do exército russo nas fronteiras alemãs e romenas. Não era permitida nenhuma hesitação. Nosso ataque preventivo encontrou o exército soviético pronto para a batalha. Nosso ataque não surpreendeu a liderança soviética. Pelo contrário, nós ficamos surpresos pela disposição das forças russas, a força da sua artilharia e especialmente pela sua enorme quantidade de tanques; o robusto e já provado T34s.
Com esse ataque, não somente a guerra em duas frentes, que ele tentava evitar, iniciavam-se batalhas por todos os lados. Ele sempre expressara a opinião de que nunca se deveria envolver em tal situação. A campanha russa de Napoleão era antevista, ameaçadora e aterrorizante, na frente seus olhos. “Vocês não duvidem de que eu cuidadosamente considerei todas as fases e acontecimentos com que Napoleão teve que lidar na Rússia,” Hitler disse. “Por que então, ainda, nosso ataque? Estávamos condenados a esta luta, era nosso destino. O que nós ainda poderíamos decidir por nossa conta era quando atacar. Mas até mesmo a escolha de nosso momento mais favorável não dependia de nossa decisão.
“Especialmente, após a crise nos Balcãs e a ameaça russa, não havia mais esperança  para atacar a ilha inglesa; atacar Inglaterra e Gibraltar estavam bloqueados para nós. Suez teria feito sentido apenas com a conexão com Gibraltar.
“O tempo estava contra nós. Por todos os meios, nós tínhamos que tentar evitar uma guerra prolongada. Quando a Inglaterra colocou todas suas esperanças no Exército Vermelho, para nós somente uma possibilidade restava; eliminar o Exército Vermelho e forçar as Potências Ocidentais para um acordo de paz, antes de ocorrer a interferência dos Estados Unidos, com todas as suas consequências. A fim de evitar uma guerra em muitas frentes, o Exército Vermelho tinha de ser vencido dentro de um determinado tempo.”
Um outro ponto de vista tinha influenciado sua decisão: era igualmente importante para a Alemanha e o futuro da Europa confrontar a ameça bolchevique. Nós não poderíamos nos confinar apenas na defesa do território alemão. Somente por meio de um ataque preventivo, poderíamos ter sucesso em levar a cabo a campanha nas vastas regiões da Rússia.
Não havia dúvida de que seria uma batalha para existir ou não existir. Esta batalha poderia ser somente feita com uma unidade sólida e a firme vontade do povo alemão. “Eu repito o que disse no começo da guerra.” Hitler continuou. “Se nós adquirirmos esta solidariedade e força de vontade, nossa unidade deverá superar todos os perigos.” Mas na solidariedade, eu julguei mal. Eu subestimei os reacionários. Os traidores nunca reconheceram o significado e o destino desta batalha para a Alemanha e para a Europa.
Notas:
1) O Corredor de Dantzig era o pedido de Hitler para uma ponte entre o território polonês para conectar com a Alemanha, na sua província sem acesso ao mar da Prússia Oriental.
2) Os 14 pontos de Wilson determinavam a auto-determinação dos povos vivendo nos territórios disputados, mas isto não era aplicado aos alemães..
3) O Marechal Jozef Pilsudski assinou um acordo de paz de 10 anos com Hitler em 1934 – o Pacto Polonês-Germânico de Não Agressão.Pilsudski era um lituano étnico de uma família aristocrática. Quando jovem, ele se envolveu com políticos radicais socialistas contrários às autoridades csaristas, até mesmo executando ataques a bancos e trens para levantar fundos a um exército revolucionário. Depois de 1918, ele lutou contra os bolcheviques russos e tornou-se líder da recém formada Polônia. Morreu em 1935.
4) Para manter as portas abertas para conversações com a Alemanha de Hitler.
5) Pacto de Não Agressão de Molotov-Ribbentrop de 23 de agosto de 1939
6) O golpe fracassado de 1944 – Operação Valquíria
7) O embaixador polonês Lipski não cumpriu com o ultimato que Hitler havia proclamado. Lipski estava agindo por ordem do seu ministro das relações exteriores, Coronel Beck, que era apoiado pelo governo britânico.
8) Um voto direto de todo o eleitorado para determinar a preferência de governo- Alemão ou Polonês.
9) Cardeal Richelieu queria que a França fosse o poder dominante da Europa. A política de equilíbrio de poder da Grã-Bretanha queria evitar qualquer país único de dominar a Europa.
10) Hitler se encontrou com o General Franco em Hendaye a fim de persuadi-lo a juntar-se à Alemanha na guerra, ou pelo menos apoiá-lo no esforço de tomar Gibraltar. Franco recuou, o que deixou Hitler muito chateado. Ele ficara desapontado. Seu encontro com Marechal Petain em Montoire fez estabilizar a relação com o Governo de Vichy.
11) Conde Galeazo Ciano era o genro de Mussolini, e foi mais tarde incriminado e enforcado por alta traição.
12) Mesmo que ele tivesse recebido o momento certo da invasão por diferentes fontes, tais como Sorge em Tokio e da inteligência britânica, o desconfiado Hitler não colocava fé nisso e preferia ajustar seus planos de ataque.


*******************Próximo Post : A Oferta Final de Hitler à Polônia de Josef Beck***************

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